Titanic
Curiosidades

8 fatos pouco conhecidos sobre o Titanic

 

 

O acidente envolvendo o Titanic é a história mais famosa de naufrágio de todos os tempos. Principalmente após o sucesso do filme de 1997, que contou de forma romântica e emocionante os ocorridos na noite do acidente com o iceberg. Dificilmente alguém não conheça a história do navio que, em 1912, conheceu o seu triste fim. Mas existem coisas que muitas pessoas não conhecem sobre o Titanic, e algumas delas certamente vão lhe surpreender. E hoje, trouxemos 8 fatos que poucas pessoas conhecem sobre o Titanic.

Havia um incêndio à bordo bem antes do navio conhecer seu triste destino ao se chocar contra o iceberg e as coisas já não iam muito bem. Análises periciais realizadas pelos ingleses após o acidente revelaram que esse incêndio contínuo era no depósito de carvão do navio. Um dos sobreviventes do naufrágio disse que havia conversas no navio de que os depósitos precisariam ser esvaziados assim que os passageiros fossem deixados em Nova Iorque, e que os bombeiros deveriam ser chamados para conter as chamas, que só foram apagadas quando o navio começou a afundar.

Algumas teorias sugerem que o fogo enfraqueceu o casco do navio, aumentando os danos após a colisão com o iceberg. O tempo precisa estar perfeito antes de qualquer navio partir em uma viagem, os responsáveis costumam tomar todos os cuidados necessários em relação às condições climáticas. Navegar durante uma tempestade, por exemplo, pode colocar todos em risco. Ainda que muitos acreditem que o Titanic precisou enfrentar ondas violentas, chuvas fortes e nevoeiro, na verdade nada disso aconteceu. O tempo estava perfeito na noite do acidente, e isso pode ter afetado de forma negativa a visibilidade do iceberg. Ainda que não houvesse neblina capaz de obscurecer a visão de uma montanha de gelo, a ausência de vento e ondas fez com que os plânctons, comuns ao redor de formações desse tipo, permanecessem invisíveis. Além disso, se houvesse vento, seria mais fácil ver a água quebrando na base do iceberg.

Falha no teste no dia do acidente. Vários mitos surgiram envolvendo o capitão Edward Smith. Alguns dizem que ele teve participação heróica, salvando a vida de uma criança antes de desaparecer no oceano. No entanto, a verdade não é tão exatamente assim. Registros da época mostram que o Capitão Smith ignorou uma série de avisos sobre presença de gelo na água, bem como permitiu que os botes salva-vidas partissem com capacidade bem abaixo da máxima. Para se ter uma ideia, o primeiro bote partiu com 27 passageiros, quando tinha capacidade para até 65 pessoas. Além disso, em 2012 foi revelado que Smith foi reprovado em seus testes de navegação na primeira vez em que prestou o exame, tendo que repeti-lo em uma segunda oportunidade.

Willaim Stead era um famoso jornalista e em 1886 escreveu uma história fictícia sobre um navio que afundava no Atlântico. Na sua história de ficção, os passageiros morriam afogados devido à falta de botes salva-vidas na embarcação. O objetivo da sua história era criticar as leis de navegação da época, que não exigiam que os navios carregassem muitos botes. Em 1892, curiosamente, Stead voltou a falar sobre este assunto, desta vez com outra história fictícia que tratava sobre um navio chamado ‘Majestic’, da White Star Line, mesma companhia que operaria o Titanic anos mais tarde.

Na história, o navio se chocava em um iceberg, causando um grande desastre. Duas décadas mais tarde, Stead esteve entre os passageiros que perderam a vida no acidente do Titanic, que ironicamente  carregava botes salva-vidas suficientes para abrigar apenas metade dos passageiros. O passageiro japonês Masabumi Hosono era o único passageiro com nome japonês no Titanic, e ele esteve na Europa estudando trens e ferrovias. Quando o navio começou a afundar, ele foi para o deck principal, mas percebeu que seria muito difícil sobreviver, já que a política de ocupação dos botes era de “mulheres e crianças primeiro”. Mesmo assim, ele conseguiu pular junto com um outro homem em um dos botes.

Infelizmente para ele, o que viria depois seria longe de uma vida em paz. Quando chegou ao Japão, Hosono percebeu que sua reputação não era nada boa, já que na época o país valorizava muito mais um homem que sofria uma morte honorável do que alguém que sobrevivia de forma “vergonhosa”. Hosono não estava mais em conformidade com os modos e costumes do Japão, por isso foi excluído socialmente. Ele perdeu o prestigiado emprego, conseguindo somente anos mais tarde um cargo inferior.

O verdadeiro colar no filme de 1997, o colar intitulado ‘Coração do Oceano‘ recebeu todo um significado e uma história fictícia. Mas o pingente não foi totalmente inventado. A passageira Kate Florence Philips recebeu um colar de safira como presente de seu amante, Henry Morley. A peça, de acordo com o que se conta, era extremamente cara e valiosa. Morley era dono de uma confeitaria, e possuía uma riqueza invejável para a época. Depois de conhecer Kate, de apenas 19 anos, o homem decidiu que deixaria sua esposa e sua filha para trás para viver ao lado da garota após a viagem no Titanic. Kate conseguiu sobreviver, sendo carregada pelo último bote. Morley, no entanto, não teve a mesma sorte. Mas a paixão dos dois resultou no nascimento de Ellen, nove meses após o acidente. Em 1989, a filha de Kate e Morley participou de um artigo em um jornal inglês, onde se emocionou ao receber pela primeira vez uma foto de seu pai. Na ocasião, Ellen, já com 76 anos de idade, revelou que o colar de Kate ainda está com ela, bem como uma chave pertencente a uma das cabines do Titanic.

Todos sabem que o Titanic afundou por conta dos danos causados pelo Iceberg, mas a grande dúvida sempre foi por que os tripulantes foram incapazes de desviar da formação de gelo. As investigações inglesas realizadas logo após o acidente revelaram que o navio estava viajando a uma velocidade acima da indicada, e que se ele estivesse um pouco mais devagar, talvez os danos fossem menores. No entanto, em 2010, a autora Louise Patton,  neta do segundo oficial Charles Lightoller, que estava no Titanic, sugeriu algo diferente. Para Patton, o timoneiro Robert Hitchins poderia ter salvo os passageiros caso não tivesse entrado em pânico naquela noite, virando o navio para o lado errado. A autora sugeriu também que seu avô encobriu os erros de Hitchins, para não estragar a reputação de todos os tripulantes e da White Star Line como um todo.

Outros especialistas sugerem ainda que um fenômeno conhecido como superlua pode ter uma parcela de culpa no acidente. De acordo com dois astrônomos da Universidade do Texas, que estudaram o assunto, uma superlua ocorreu em 1912, o que pode ter contribuído para a formação de diversos icebergs no oceano, armando o cenário para o desastre. Naquela noite, um fenômeno astronômico raríssimo fez com que a Lua ficasse na posição mais próxima da Terra em 1400 anos, circunstância acrescida de um alinhamento solar e lunar, algo que acontece uma vez na vida de um humano. Tudo isto resultou em forças gravitacionais anormais, causando uma maré extremamente alta, chamada maré de sizígia. A teoria ganha respaldo com os relatos dos sobreviventes. Havia muitos icebergs na região do naufrágio, em uma latitude onde isso não era normal.

Os tripulantes do Titanic emitiram uma série de alertas e sinais de socorro enquanto o navio afundava. O navio ‘Californian’, que passava pelas redondezas, ignorou todos os alertas. O capitão do navio americano chegou a ser demitido após o incidente, sob alegações de que teria intencionalmente ignorado os foguetes e sinais luminosos emitidos pelo navio que afundava. No entanto, pesquisas recentes apontam que pode haver uma explicação para o fato dos sinais terem sido ignorados: a refração da luz. Como o Titanic navegava por uma região onde camadas de ar frio passavam por baixo de uma área de ar quente, os sinais podem ter sido confundidos com as miragens causadas pela refração da luz nessas condições.

De acordo com o historiador Tim Maltin, capitães de outros navios que passaram por aquela região naquela noite avistaram uma série de miragens, o que significa que o capitão do Californian talvez não tenha tido culpa nenhuma. Além disso, uma inversão térmica refrata a luz de maneira anormal e pode criar uma miragem: os objetos parecem mais altos e próximos do que realmente estão, diante de um horizonte falso. A área entre o falso horizonte e o verdadeiro pode aparecer como neblina. Talvez esse mesmo fenômeno tenha dificultado ainda mais a observação do iceberg.

Obrigado por ter lido até aqui. Gostou de conhecer essas curiosidades sobre o Titanic? Conte nos comentários! Até o próximo artigo!






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