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Comportamento

Infidelidade: por que as pessoas traem?

É interessante saber que a infidelidade não acontece só quando traímos um parceiro, mas sim quando traímos a nós mesmos e tudo o que lutamos para defender, e também a tudo o que acreditamos. É claro que quando se fala de infidelidade, sempre vem à mente a ideia de traição na vida conjugal e esta é mesmo uma forma de traição à história que foi vivida pelos dois. Mas afinal, por que as pessoas traem? Será que existem algum motivo psicológico para isso ou apenas pessoas de mal caráter traem?

Você sabia que o Brasil é o segundo país mais infiel do mundo? Aqui mesmo no Interessante Saber já publicamos um artigo que também mostrou quais as capitais mais infiéis de nosso país e diversas informações interessante. Ah, também revelamos qual é o país mais infiel do mundo. Confira o artigo aqui.

Infidelidade: por que as pessoas traem?

Geralmente imaginamos que a traição é atitude exclusiva de pessoas más, que não se preocupam com o parceiro, mas a ciência mostra que essa questão pode ser mais complexa do que parece. Para começar, traição não é só no sexo, já que também existe a infidelidade emocional.

Na traição envolvendo sexo, a ocorrência média observada em estudos é de cerca de 20% dos casais. No entanto, a taxa aumenta para cerca de um terço dos casais quando se inclui infidelidade emocional.

“Ter um caso geralmente é sinal de que as coisas não estão certas com o relacionamento. Sem as habilidades necessárias para curar os problemas, um parceiro pode se envolver em um caso como uma forma inadequada de tentar satisfazer suas necessidades – seja por intimidade, por se sentir valorizado, por ter mais sexo, e assim por diante”, escreve Gery Karantzas, professor de psicologia social e ciência dos relacionamentos na Universidade Deakin, na Austrália.

Infidelidade

Gery Karantzas escreveu um artigo para o site The Conversation onde lista dados sobre a traição em relacionamentos amorosos. A seguir, você confere alguns deles:

A probabilidade de alguém trair

Segundo os estudos, algumas características pessoais podem sinalizar que alguém tem predisposição a trair. Pessoas com tendências neuróticas, narcisistas e também aquelas que não são amáveis e honestas são mais propensas a protagonizar a infidelidade.

Comprometimento

O comprometimento com a satisfação do parceiro é um fator muito importante. Logicamente, quem se preocupa menos com a felicidade do outro está mais propenso a trair. A fórmula é simples: menos cuidado, atenção e cumplicidade podem significar maior facilidade na hora de buscar outra pessoa.

Histórico

Quem já pulou a cerca uma vez, tem forte predisposição para o fazer novamente. É o que indicam pesquisas recentes na área, então, antes de se envolver, tente saber um pouco mais sobre o passado do pretendente e de como ele agiu em algumas situações.

Situação do relacionamento

Como Karantzas já havia mencionado, a infidelidade também está relacionada diretamente ao estado em que se encontra a relação.

Uma pesquisa com 5 mil pessoas no Reino Unido mostrou que os cinco principais motivos para a traição das mulheres estão relacionados com a falta de intimidade emocional (84%), falta de comunicação (75%), cansaço (32%), traumas ligados a sexo ou abuso (26%) e falta de interesse no sexo com o parceiro atual (23%).

Para os homens, os motivos foram a falta de comunicação (68%), estresse (63%), disfunção sexual com o parceiro atual (44%), falta de intimidade emocional (38%) e fadiga ou cansaço crônico (31% ).

Análise dos dados

Pode parecer que o cansaço seja o motivo mais injustificável da lista, mas o pesquisador explica: “As pessoas precisam investir tempo e energia em seus relacionamentos. Sentir cansaço crônico ao longo de muitos anos significa que a capacidade de fazer o esforço necessário para manter um relacionamento também está comprometida”. Ou seja, se relacionar dá trabalho e alguns relacionamentos exigentes desgastam os envolvidos até que chegam ao limite e à traição.

O autor salienta que os dados podem indicar o que facilita uma traição, mas que não são garantia de que o seu parceiro irá te trair. Em caso de traição, o estudioso destaca que é importante buscar ajuda especializada.

E se a pulada de cerca já rolou e o parceiro não sabe?

Nesse caso, tentar esconder as coisas e fingir que nada aconteceu só vai piorar a situação. “Algumas pessoas optam por manter seu caso secreto por querer continuar com ele, por sentir culpa demais ou por acreditar que estão protegendo os sentimentos de seus parceiros”, escreve Karantzas.

Mesmo comentando sobre os que buscam o segredo, o professor alerta: “Mas o segredo só perpetua a traição. Se alguém realmente quer consertar seu relacionamento, é necessário falar a verdade e buscar de orientação profissional para apoiar o casal durante esse período turbulento”, completa.

Leia o artigo completo (em inglês) aqui.

Vídeo: se aprofundando no conceito de infidelidade

A Psicóloga Maura de Albanesi compartilhou, no seu canal no youtube, um vídeo em que se aprofunda no conceito de infidelidade e nos dá uma nova visão sobre o tema. A infidelidade não acontece apenas quando traímos nossos parceiros sentimentais, mas também quando nos traímos ou traímos uma ideia ou doutrina. Acompanhe:

Maura de Albanesi disponibiliza vídeos que abordam o comportamento humano e o impacto espiritual na vida do homem, visando a conscientização da própria vida e mudança de paradigmas estacionários, para o salto revolucionário da alma. O objetivo é que a audiência assista, absorva, aplique e compartilhe o que gostar. E-mail: contato@mauradealbanesi.com.br.

Conclusão

A infidelidade é uma triste realidade que atinge muitos casais, mas também muitas pessoas que acabam sendo infiéis aos seus sonhos e convicções. Seja em um caso ou no outro, a situação causa tristeza, mágoa e decepção. Os dados desses estudos não devem servir para engessar qualquer tipo de relação e criar pessoas paranoicas que tentam encontrar “pelo em ovo”. O bom senso é a base de tudo e, em um relacionamento saudável, deve existir a reciprocidade para que ninguém se sinta dando “mais do que o outro” e a confiança que dá suporte ao sentimento.

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