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Curiosidades

O futuro do mercado odontológico no pós-pandemia

A pandemia do coronavírus, chamado de Sars-Cov-2, atingiu o mundo de maneira nunca vista antes e, consequentemente, impactou a economia. Alguns setores diminuíram e outros cresceram, como foi o caso do mercado odontológico na pandemia.

O setor odontológico é muito grande no Brasil, operando uma série de tratamentos que vão de uma extração de dente até a colocação das lentes de contato e, mesmo durante a pandemia, o mercado continuou estável e em crescimento.

Isso é explicado por uma série de fatores, que envolve o desenvolvimento de protocolos de biossegurança, uso de tecnologias no atendimento, entre outras ferramentas.

Abaixo abordaremos sobre como foi o desenvolvimento do setor durante a pandemia e os seus prováveis caminhos durante o pós-Covid-19.

Os números do setor durante a pandemia

No mês de julho de 2020 saiu uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) com cerca de 40 mil cirurgiões dentistas.

A análise atesta que cerca de 82% desses profissionais mantiveram os atendimentos odontológicos seguindo todos os cuidados de biossegurança do Conselho.

A pesquisa também demonstrou que 72% desse total seguiram restrições exigidas como:

  • Alteração no horário de atendimento;
  • Diminuição do número de auxiliares;
  • Prioridade para urgências e emergências, como cirurgias e tratamento de canal;
  • Pré-atendimento por teleconsulta.

São dados também da pesquisa que 10% dos dentistas continuaram os trabalhos sem restrições, e 18% interromperam os procedimentos.

Além da pesquisa do CFO, o Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realizou uma pesquisa entre os atendimentos odontológicos da rede pública em maio de 2020, período em que o Brasil se tornou o epicentro.

No setor público, como evidenciado pelo estudo, os atendimentos odontológicos caíram cerca de 83,5%. Para a pesquisa, cerca de três mil dentistas foram ouvidos.

A região Nordeste foi a mais atingida, com a queda de cerca de 88,5%; seguida de Norte (86,5%), Centro-Oeste e Sudeste com respectivamente 82,5% e 82,4%. 

A região com menor redução nas consultas no sistema público foi a Sul, com 77,4%.

Quanto à rede privada, os dados de queda nos atendimentos também foram maiores no Norte e Nordeste, principalmente por conta da calamidade que as principais regiões passavam na época, com maior número de casos e de óbitos.

Apesar desses dados, o setor da odontologia continuou atendendo, como foi atestado pela pesquisa anterior.

A continuidade se deu por variados fatores, como novas recomendações de atendimento para os mais variados tratamentos, da lente de contato dental até a profilaxia.

No tópico abaixo abordaremos quais foram as novas medidas tomadas por esses profissionais.

Novas diretrizes para o atendimento

O risco de contágio pelo coronavírus em uma clínica odontológica é o mesmo que em qualquer outro ambiente que trata dos serviços de saúde. 

Segundo Juliano Vale, presidente do CFO, dentro do consultório o risco pode ser bastante diminuído e até mesmo eliminado, principalmente se as recomendações de desinfecção e esterilização de equipamentos, instrumentos e materiais de consulta forem adotados.

Além disso, ainda segundo o presidente do CFO, os dentistas já possuem treinamento e técnica para lidar com ambientes que apresentam algum tipo de risco biológico, como o caso da pandemia.

Desta forma, os procedimentos de manutenção de aparelho transparente e limpeza puderam ser mantidos, principalmente pelo uso de máscaras e toucas pelo profissional e higienização correta do ambiente.

Para dar suporte às novas diretrizes de atendimento e cuidado, a Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo) preparou a campanha “Todos pela Odontologia”, que foi composta por sindicatos, profissionais e empresários.

A campanha teve como objetivo preparar material técnico para os cirurgiões, abordando os procedimentos de biossegurança que deveriam ser tomados para o atendimento com os pacientes.

O Conselho Federal de Odontologia também publicou manuais de boas práticas e biossegurança em colaboração com o Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico (ILAPEO) e o International Team for Implantology (ITI).

Também foram incorporadas ferramentas de teleatendimento, contribuindo para o acompanhamento e diagnóstico de determinados pacientes, sem que precisassem ir à clínica, diminuindo a circulação de pessoas.

Vale destacar que esse tipo de atendimento é apenas um suporte, havendo a avaliação para que, em caso de necessidade, o paciente vá até a clínica.

Assim, a odontologia no pós-pandemia tem um caminho bastante promissor pela frente, principalmente por desenvolverem uma gestão eficiente e com atenção à saúde dos pacientes.

O uso de tecnologias e normas bem claras permitiram que o setor crescesse mesmo em meio a uma crise de saúde pública e com a implementação da tecnologia de forma adequada, a tendência é que esse cenário se mantenha.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe da Clínica Ideal, plataforma especializada em marketing e gestão para consultórios e clínicas odontológicas.






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