A força do silêncio em um mundo cada vez mais falador
Comportamento

A força do silêncio em um mundo cada vez mais falador

Em um mundo cada vez mais agitado e cheio de barulho e tarefas urgentes, torna-se cada vez mais necessário o momento do silêncio. Toda pessoa precisa desacelerar, descansar, contemplar e ter tempo para pensar. A constante atividade, sem essa pausa, pode causar muitos distúrbios.

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O que dizem alguns estudiosos do silêncio

Em alta num mundo tomado por ruídos de vários níveis, o silêncio já é considerado artigo de luxo. Em seu livro The World of Silence, de 1989, o filósofo suíço Max Picard advertiu que nada mudou tanto a natureza do homem quanto a perda do silêncio, uma lembrança fraca, como a privacidade e o mistério. Especialmente entre os moradores das grandes metrópoles, envolvidos não apenas pelo crescente barulho do trânsito como por aquele vindo dos aparelhos eletrônicos típicos da vida moderna. Durante alguns meses, o escritor novaiorquino George Prochnik percorreu o globo em busca de tranquilidade. Dessa jornada solitária resultou o livro In Pursuit of Silcence, de 2010, onde relata a passagem por monastérios e conversas com estudiosos sobre o efeito do sossego no corpo e na mente. “Hoje existem poucos lugares onde se encontra a quietude, mas há diferentes formas de sair do barulho”, opina.

A primeira lição de George é justamente esta: aprender a se desplugar dos portais de estimulação, os celulares, iPads etc. Plugados 24 horas por dia, matam o sossego. A segunda, buscar o silêncio real – para ele, o equilíbrio entre som e silêncio. Assim, é mais fácil identificar locais onde é possível experimentar instantes de paz. “Hoje o silêncio é considerado uma commodity, uma oportunidade de negócio por alguns. Acho um exagero, mas não tenho dúvida de que, em termos de bem-estar, é um diferencial em crescente importância”, diz Guilherme Kosmann, gestor institucional da MCF, a primeira consultoria do país especializada em gestão do segmento luxo. Não é preciso se isolar num retiro em cima de uma montanha longínqua no Tibete nem ficar enclausurado num templo no interior da Índia para alcançar essa calmaria. Mesmo em cidades barulhentas como São Paulo, Tóquio ou Nova York, é possível um contato efetivo com o silêncio. Basta ter vontade e disciplina.

Com informações de Exame.

Autor

Católico Apostólico Romano, Publicitário, funcionário público, ilustrador e blogueiro. Apreciador de quadrinhos, artes e tudo o que pode transformar vidas para melhor. Acredita que fé em Deus, conhecimento, troca de informações e experiências podem ajudar a construir um novo mundo.

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