Segurança no Rio de Janeiro
Turismo

O Rio de Janeiro ainda é seguro para turistas internacionais?

Se você chegar a uma pessoa que mora em outro país e pedir para ela dizer o nome de uma cidade brasileira, é muito provável que a resposta seja o Rio de Janeiro. Mesmo não sendo a capital do Brasil (o que já aconteceu, de fato, entre 1763 e 1961), as belezas de suas praias, a imponência do Cristo Redentor e a imediata associação com o samba e o carnaval a colocam como uma região de destaque a nível mundial.

Mesmo com esse reconhecimento fantástico, um motivo que pode levantar dúvidas para visitantes de outros países é a segurança da cidade, mas qual será a verdade sobre este assunto?

Para esclarecer as dúvidas, nós separamos dados e informações interessantes, que trarão uma resposta fundamentada para essa questão e podem definir o futuro da sua próxima viagem. Antes, porém, vamos descobrir porque a cidade costuma ser associada à falta de segurança.

O Rio de Janeiro é perigoso?

Já foi, mas a situação está em franca melhora. Antes da instauração das Unidades de Polícia Pacificadoras, as famosas UPPs, que chegaram no ano de 2008, a situação chamava a atenção. Depois de sua implantação, a violência começou a diminuir.

Ao analisar o número de mortes por intervenção policial no estado, de acordo com dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), é possível perceber que ele decresceu consideravelmente:

  • 2007: 1.330
  • 2008: 1.134 (neste ano, inaugurou-se a primeira UPP)
  • 2009: 1.048
  • 2010: 855
  • 2011: 523
  • 2012: 419
  • 2013: 416
  • 2014: 584
  • 2015: 645
  • 2016: 920

De acordo com o 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 1.127 casos no ano de 2017, o que representou um índice um pouco menor do que o observado em 2008, quando as UPPs passaram a existir.

Ainda de acordo com o ISP, apenas nos 7 primeiros meses do ano de 2018, foram 895 mortes por intervenção policial, o que representou um aumento de 297% quando comparado ao mesmo período de 2013.

Frente à situação em que se mostrava, o Governo Federal do Brasil decidiu que aconteceria uma intervenção federal no estado, o que marcou a primeira aplicação do Artigo 34 da Constituição Federal de 1988.

Tal intervenção se encerrou no final de dezembro de 2018, com bons resultados, já que houve uma redução em 8 dos 12 tipos de crimes monitorados pelo ISP.

Os números foram os seguintes, que aparecem na ordem: ocorrências no período de 2017 / ocorrências em 2018 / porcentagem de redução, sempre na comparação com os meses de março a dezembro de 2018 em relação a 2017:

  • Roubo de carga: 8.301 / 6.675 / -19,58%
  • Homicídio doloso: 3.919 / 3.386 / -13,60%
  • Roubo de veículo: 41.383 / 38.308 / -7,67%
  • Roubo a transeunte: 72.205 / 66.911 / -7,33%
  • Roubo de celular: 20.716 / 20.203 / -2,47%

Os casos de latrocínio, compostos por roubos seguidos de morte, tiveram uma redução ainda mais considerável, de 33,72%.

Todos os números são bons, em especial os de homicídio doloso, considerados por vários especialistas em segurança pública como o indicador de maior peso da violência de um local.

Tal redução é ainda mais considerável ao saber que seus índices apresentavam uma crescente desde o mês de janeiro de 2016, cuja alta se manteve mesmo depois do início da intervenção federal, embora tenha decrescido posteriormente.

Atualmente, o Rio segue a tendência de queda de homicídios e aumento de mortes pelo estado. Os números vêm na esteira do discurso linha-dura e das operações policiais promovidas pelo governador Wilson Witzel (PSC).

Quais são as cidades mais perigosas do mundo?

Depois de conhecer essas estatísticas, é importante tomar ciência de outros dados também importantes e nem sempre conhecidos, que dizem respeito aos índices de violência que existem em outras cidades famosas pelo mundo.

É possível saber quais são as cidades mais perigosas do mundo com o auxílio de uma lista elaborada com dados do Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal A.C. (Conselho do Cidadão para Segurança Pública e Justiça Criminal AC), organização civil mexicana.

A lista contempla cidades que não estão em guerra e possuem uma população de pelo menos 300.000 pessoas, cujos dados são referentes ao ano de 2018. O indicador é o número de homicídios anuais a cada 100.000 pessoas e foram separadas as 10 cidades mais perigosas:

1 – Tijuana, México (138)

2 – Acapulco, México (111)

3 – Caracas, Venezuela (100)

4 – Ciudad Victoria, México (86)

5 – Ciudad Juárez, México (86)

6 – Irapuato, México (81)

7 – Ciudad Guayana, Venezuela (78)

8 – Natal, Brasil (75)

9 – Fortaleza, Brasil (69)

10 – Ciudad Bolívar, Venezuela (69)

Além delas, aparecem outras cidades brasileiras, como Belém (12ª, 65 mortes a cada 100.000 pessoas), Feira de Santana (14ª, 63), Maceió (21ª, 51), Vitória da Conquista (22ª, 51), Aracaju (25ª, 49), Salvador (29ª, 47), Macapá (30ª, 47), Campos dos Goytacazes (35ª, 46), Manaus (37ª, 44), Recife (38ª, 44), João Pessoa (44ª, 41) e Teresina (48ª, 38).

Isso significa que o Rio de Janeiro apresenta um certo nível de violência, assim como ocorre em boa parte do mundo, mas que há várias outras cidades brasileiras em que esse nível é maior.

A Cidade do Cabo, capital legislativa da África do Sul, por exemplo, aparece na 11ª posição do ranking, com 66 mortes a cada 100.000 habitantes. Os Estados Unidos possuem 4 cidades que integram a lista: St. Louis (15ª, 61), Baltimore (23ª, 51), Detroit (46ª, 39) e Nova Orleans (50ª, 37).

Visite o Rio de Janeiro tranquilamente e tenha uma experiência fantástica

Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro continua lindo.

Deve haver uma certa dose de cuidado, é verdade, mas não de preocupação, assim como em visitas para qualquer outro lugar do mundo.

Um famoso provérbio português diz que “cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém”. Ter cuidado no Rio de Janeiro é tão importante quanto se atentar em Orlando, Paris, Londres, Milão, Nova York, Buenos Aires, Tóquio, Cidade do Cabo e qualquer outra metrópole – e cidade – mundial.

Apenas para fins de comparação, Detroit, que é a maior e mais populosa cidade norte-americana do estado do Michigan e a maior cidade americana na fronteira Estados Unidos – Canadá, recebeu 2,66 milhões de visitantes de outros países em 2016, de acordo com o Detroit Metro Convention and Visitors Bureau.

Mediante o cruzamento de dados da Polícia Federal e do Ministério do Turismo referentes ao ano de 2017, chegou-se à conclusão que 1,3 milhão de turistas desembarcaram no estado do Rio de Janeiro, número bastante considerável.

Ao contar com a ajuda de pessoas que já conhecem a região, é possível visitar os principais cartões postais da cidade com toda a segurança e comodidade que uma bela viagem merecem.

Para isso, conte com o free walking tour, modalidade de turismo em que você conta com a ajuda dos walkers, pessoas que apresentam os principais pontos de uma cidade, como guias turísticos, mas que não cobram um preço específico e não demandam tanta burocracia.

Você paga quanto achar justo por essa experiência inesquecível e esses passeios ocorrem praticamente todos os dias, faça chuva ou faça sol, apresentados geralmente em inglês, que é o idioma universal.

Conte com o free walking tour Rio de Janeiro na sua próxima viagem, comprove como a cidade é segura e tranquila para turistas e entenda os motivos que a tornam conhecida pelos quatro cantos do mundo!

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