Ciência

7 vezes em que muitos pensaram que o mundo iria acabar

É interessante saber que muitas profecias já previram o fim do mundo diversas vezes ao longo da história pelos mais diversos motivos. Ao que tudo indica, o mundo ainda não acabou mas é curioso entender os motivos para tanta especulação sobre o fim do mundo. Vejamos:

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Mil e nada mais

De acordo com algumas profecias, quando chegasse o ano 1000, o mundo acabaria. Pelo menos segundo interpretações de evangelhos apócrifos, a vida de toda a cristandade teria se exaurido. E já que, na época, a cristandade era considerada sinônimo de humanidade, isso significaria o fim do mundo. A “data de validade” do homem para muitos tinha sido fixada no final dos mil anos a partir do nascimento de Jesus Cristo, no ano 0, como relata a revista italiana de história “InStoria”. No rèveillon do ano 1000, entretanto, nada ocorreu, fora as tradicionais celebrações.

O ano do demônio

1666, o ano do demônio. Como relembra a revista “National Geographic”, a chegada do ano com os últimos três números 6, considerados uma “cifra diabólica”, causou muitos temores de que o mundo acabaria. Em Londres, essas superstições foram alimentadas pelo fato de que uma epidemia de peste havia dizimado, no ano anterior, um quinto da população. Como se isso não bastasse, entre os dias 2 e 5 de setembro de 1666, um incêndio devastador queimou dezenas de milhares de casas, deixando 80% da cidade em cinzas. Ao mesmo tempo, as chamas mataram os portadores da praga e, de certo modo, se tornaram providenciais para acabar com a peste. Mesmo assim, o mundo não acabou.

Ovos apocalípticos

Em 1806, a rede norte-americana NBC conta como naquele ano, na cidade de Leeds, na Inglaterra, uma galinha teria botado ovos com os seguintes dizeres: “Cristo está chegando”, em inglês. Imediatamente se espalhou o rumor de que o fim do mundo era iminente. E, por algum motivo, o Deus resolveu anunciar o apocalipse dessa maneira. O pânico tomou conta de Leeds, arredores e até de boa parte das Ilhas Britânicas. Entretanto, em breve se descobriu que tinha sido uma brincadeira arquitetada por Mary Bateman, famosa estelionatária que tinha se proclamado vidente. Bateman, depois de escrever as “profecias” na casca dos ovos, os reinseriu dentro das galinhas, alimentando assim a superstição popular. Pessoas que mentem sobre profecias existem desde muito tempo atrás.

O rabo tóxico da cometa Halley

Em 1910, a Terra passou pelo rastro de detritos de cerca de 25 milhões de km deixados pelo cometa Halley. O que deixou muita gente com medo foi a presença, na cauda do Cometa, de cianeto, um gás altamente tóxico. Muitos cientistas começaram a temer que esse gás pudesse permear a atmosfera terrestre e asfixiar a humanidade, ou que a passagem pudesse causar um enorme tsunami no Pacífico. Em 20 de maio de 1910, a humanidade percebeu que nenhuma tragédia havia acontecido.

O bug do milênio

Em 1999, a primeira previsão do apocalipse da era tecnológica aconteceu e é também uma das mais famosos da história: o bug do milênio. Na virada do ano 2000, se previa que os computadores seriam dizimados pelo YK2 Bug, o nome oficial do bug do milênio, um defeito dos sistemas operacionais no cálculo das datas que, felizmente, se revelou muito menos grave e generalizado do que o esperado. Acreditava-se que, como a maioria dos computadores do mundo registrava datas de dois dígitos, os sistemas informáticos entrariam em colapso por causa do “00” do novo ano, com uma série de consequências imprevisíveis que levariam a explosões nucleares, queda de aviões, destruição de infraestruturas e o fim da civilização humana. Muita gente começou a construir bunkers com escoltas alimentares e a acumular armas. Ainda não foi dessa vez que o mundo acabou.

Buracos negros surgido, mundos acabando

Em 10 de setembro de 2008, o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, o LHC, em Genebra, é ligado pela manhã e começa as atividades. Dentro dele, faixas de prótons começam a se chocar, reproduzindo o estado do cosmos logo após o Big Bang. Nos dias subsequentes o mundo conheceu mais um boato apocalíptico. O experimento teria resultado na formação de mini-buracos negros capazes de engolir tudo: o acelerador, os pesquisadores, a Suíça, a Europa e o mundo inteiro. Uma fake news gigantesca, que tomou proporções enormes nas redes sociais. Até a própria Nasa, a agência espacial norte-americana, publicou uma matéria em seu site um mês depois, com o título “O dia em que o mundo não acabou”.

Calendário maia

Em 2012, com base numa interpretação do calendário maia e das teorias propostas por alguns escritores da New Age (sobretudo o guru Terence McKenna), muitas pessoas começaram a indicar que o apocalipse chegaria no dia 21 de dezembro de 2012. O negócio ficou tão sério, que até Hollywood decidiu lucrar em cima, com o blockbuster “2012”, do diretor alemão Roland Emmerich. O filme foi lançado em 2009 e foi um sucesso de público, chegando a uma receita de US$ 769 milhões.

Com informações de Correio do Estado.






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